A DN/PSP realizou um colóquio sobre a violência nos estádios. Este é um assunto que a ASPP/PSP já referiu diversas vezes, não só na comunicação social, mas também junto da IGAI, ainda no passado mês de Maio.
Esta questão deve ser analisada aprofundadamente pelas entidades competentes e não é apenas pela dificuldade que coloca à Polícia no que diz respeito à manutenção da ordem pública. Não esqueçamos também que a violência é muitas vezes instigada por declarações de dirigentes desportivos que contribuem negativamente para o ambiente geral em torno do evento. Nos últimos anos, tem sido público que elementos de claques estão ligados a actos ilícitos, mas não podemos esquecer que as claques só existem pelos clubes, devendo também estes ser responsabilizados pelos actos que os adeptos praticam dentro dos recintos.
Para além disto, estes eventos representam para o erário público uma despesa enorme, com custos que podem e devem ser imputados aos clubes. Recorde-se que a PSP, a partir do momento em que prepara a segurança do evento e até que este termina, utiliza cerca de 700 profissionais. Destes, apenas cerca de 150 são pagos pelos clubes, em regime de serviço remunerado, sendo os restantes pagos por todos os cidadãos.
Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia
Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

Hoje, a PSP cumpre mais uma etapa para a história com os seus 144 anos. Mas esta instituição não é mais do que o trabalho e dedicação de homens e mulheres que foram, ao longo destes anos, deixando a sua herança.
A PSP tem vivido tempos conturbados, não só pelos constrangimentos orçamentais, como também pela responsabilidade que indevidamente tem assumido, desresponsabilizando o governo em relação ao seu funcionamento.
A ASPP/PSP esteve no Algarve, na semana passada, para perceber as dificuldades que os profissionais da PSP encontram no desempenho da sua missão. 

Ontem, o polícia que alvejou mortalmente e no decorrer do serviço policial um cidadão que não acatou a ordem da PSP e se pôs em fuga conheceu a decisão do tribunal. 

Os sindicatos e associações das diversas polícias solicitaram reuniões aos partidos no seguimento de um encontro onde se debateu o presente e futuro dos polícias e das instituições na actual conjuntura.
Foi publicado no passado dia 30 de Março o regulamento de continências e honras da PSP. Um diploma que, refere o texto, pretende dignificar e obter um perfeito conhecimento do significado destes actos, factor indispensável ao espírito de disciplina e coesão. Se fizermos uma leitura atenta do documento, percebemos que algumas regras eram desnecessárias no actual contexto da PSP. 

