Mostrar mensagens com a etiqueta Noticias ASPP/PSP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Noticias ASPP/PSP. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Não iludir a realidade

   Recentemente, ficámos a conhecer o número de profissionais que, nos últimos anos, pediram empréstimos aos Serviços Sociais da PSP para fazerem face às suas dificuldades financeiras e assumir os seus compromissos.

   Dirão alguns que, atualmente, os constrangimentos financeiros são transversais a todos os cidadãos e que as dificuldades em pagar as dívidas contraídas são resultados de processos de má gestão pessoal; em alguns casos pode ser verdade, mas não é menos verdade que muitos contraíram dívidas de acordo com a sua capacidade orçamental do momento, criando a expectativa de não ver o seu orçamento mensal reduzido, o que não se verificou.

   As medidas de austeridade impostas pelo Governo, agravadas pelas reduções diretas e indiretas que o Estatuto Profissional em vigor desde 2010 trouxe aos polícias, vieram descrever uma nova realidade na carteira de cada um, já que proporcionalmente ao vencimento as dívidas não sofreram cortes. Uma realidade que deve merecer a preocupação de todos, nomeadamente dos Serviços Sociais, reajustando-se legalmente para responder às novas necessidades dos polícias.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

PARTILHAR clip_image005

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mais de 200 elementos da PSP e GNR declararam falência em 2011



   O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia diz que, por causa da crise e das medidas de austeridade, há muitos agentes a viver em condições difíceis e acrescenta que essa é uma situação cada vez mais recorrente. É a reação à manchete de hoje do jornal correio da manhã, que dá conta que 207 agentes da PSP e da GNR declararam insolvência em 2011 por não terem condições financeiras para pagar as dúvidas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O papel da IGAI

clip_image002   Foi nomeado para a IGAI um novo inspector-geral, a Juíza Margarida Blasco 
   Espera-se da IGAI um papel mais interventivo na vida das Polícias, mais reforçado e sobretudo mais conclusivo. Mais inspectivo mas mais livre, mais incisivo e com mais condições. Mas não pode a IGAI olhar só para o resultado do trabalho dos polícias, deve também perceber as condições, as fragilidades ou mesmo as dificuldades que os polícias atravessam para poder responder com qualidade no seu trabalho.
   Sim, os polícias também são cidadãos e também eles têm sido agredidos pelo poder político, com legislação criada e não cumprida, com injustiças reveladores de desconhecimento do funcionamento da PSP, com atropelos à sua condição de trabalhadores ou mesmo na sua dignidade, na forma de tratamento como funcionários do Estado. Premissas que têm levado à revolta dos polícias e que os tem levado à linha da frente da contestação, como irá acontecer com a participação de muitos na manifestação de hoje. É este ambiente na PSP que deverá merecer uma atenção da IGAI, para conhecer e posteriormente corrigir.
clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã
PARTILHAR clip_image005

Recortes de Imprensa ASPP/PSP

Polícias queixam-se de injustiça nas promoções
   Um estudo do maior sindicato da Polícia conclui que há “injustiças” na PSP face à GNR e Forças Armadas, onde foram promovidos centenas de militares em 2011.
   Os polícias vão voltar a queixar-se ao Ministério da Administração Interna da "injustiça e tratamento desigual" pelo facto de centenas de elementos da GNR e dos três ramos das Forças Armadas terem sido promovidos durante o ano passado, apesar do congelamento das promoções decretado pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. O facto de não existir uma correspondência em termos de promoções na polícia, no mesmo período, foi transmitido esta segunda-feira ao novo director nacional da PSP, Paulo Valente Gomes, pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.
   A Direcção Nacional da PSP, questionada pelo Diário Económico sobre a alegada "injustiça", recusou fazer "qualquer comentário acerca das decisões do Governo relativamente a matérias da sua exclusiva competência." Mas o assunto será reportado também ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, em reunião solicitada ao MAI pela ASPP. "É uma injustiça, de facto, e pode envolver responsabilidade criminal e financeira, implicando a eventual devolução de verbas por parte das entidades que mandaram promover e pagar esses valores", disse ao DE um superintendente da PSP, signatário da carta entregue em Janeiro ao anterior director nacional, Guedes da Silva, que solicitou o anonimato.

in Económico online
Paulo Rodrigues. “Os polícias não são robôs para fazerem de braço armado do governo”
Não são possíveis mais cortes orçamentais na PSP.
Muitos polícias de intervenção apoiam os manifestantes
Paulo Rodrigues
Paulo Rodrigues é presidente da direcção nacional da ASP, o maior sindicato da polícia, com mais de 11 mil sócios. Aos 38 anos, este agente principal da PSP, natural do distrito de Bragança, divide a sua vida entre o sindicato e o trabalho no Corpo de Intervenção. Na entrevista ao i não esconde que a crise o preocupa, mas acha que os polícias não podem ser uma espécie de braço armado da troika.
Como é q ue o Paulo Rodrigues chegou à polícia?
Após o 12.o ano tirei o curso de Administração Autárquica e fui colocado na Câmara de Torres Vedras. Cedo percebi que aquilo não era o meu trabalho. Não me revia naquela actividade excessivamente administrativa. Um primo meu concorreu a uma força de segurança o que me motivou a tentar ir para a polícia. Estranhamente não tinha a certeza que queria ser polícia. Se me tivessem perguntado dois anos antes se pensava ser polícia eu teria respondido “tudo menos isso”. Acabei por entrar. Disse a mim mesmo que se não gostasse me ia embora. Na escola prática aprendi a gostar disto e hoje não trocava a minha profissão por nenhuma outra.
E aderiu logo ao sindicato?
Quando saí da escola prática fui parar a uma esquadra e como estava habituado a ver os sindicatos na Câmara de Torres Vedras, em que as relações entre trabalhadores e chefias eram normais, cheguei à PSP e senti que tinha regredido uma série de anos. Uma pessoa para falar até com o guarda principal era uma coisa dos diabos. A hierarquia estava muito marcada e sobrepunha-se a quase tudo. As pessoas não podiam pensar, se o fizessem era quase tomado como uma afronta aos superiores. Lembro-me que na primeira reunião a que assisti na esquadra, minutos antes, o pessoal estava todo a criticar uma situação que existia, e eu pensei para mim: “A reunião vai ser conflituosa.” Nunca tinha assistido a nenhuma e era o mais novo dos presentes. Entretanto começa a reunião e o comandante falou meia hora e no final disse: “Meus senhores, alguém tem alguma coisa a dizer?” Eu olhava para todos lados, a pensar: “Agora é que vai ser.” Ninguém dizia nada e eu aventurei-me e disse: “Eu!” O homem olhou para mim e nem me respondeu. E eu sem perceber. O pessoal todo a dizer-me: “Estás lixado, não vais aguentar muito tempo.” Passadas duas horas o comandante manda-me chamar ao gabinete e diz-me: “Você ousa pedir para falar? Você a mim não me questiona!” E eu a medo, “mas foi o senhor que perguntou...” O homem olhou para mim e respondeu-me: “Mas isso é só um pró-forma.” E explicou-me: “Quando você quiser falar comigo pede-me, diz-me qual é a questão e eu decido se o mando chamar ou não. Mas nunca à frente das outras pessoas.” Passados oito dias, o homem chama-me e diz-me: “No outro dia fui um pouco ríspido consigo. Por um lado fiquei chateado, mas por outro fiquei satisfeito: os seus colegas são uma cambada, falam por trás e quando chega à altura de falar ninguém fala. Pelo menos você levantou o dedo.”
E como tomou conhecimento do sindicato?
Um delegado de uma associação foi ter comigo e disse-me: “Tu davas um bom delegado.” Curiosamente, era do SPP, na altura APP. Estávamos em 1999, a lei que permite os sindicatos na polícia data de 2002. Nesse dia houve um colega que me disse “cuidado que há várias associações”, e eu então disse, “espera aí, deixa--me pensar”. Quando me explicaram o que cada uma representava percebi que a ser associado tinha de ser da ASP, por todas as razões, juntamente por ter sido o grande impulsionador do sindicalismo na PSP. A partir do momento que fui delegado comecei a associar toda a gente na esquadra. As pessoas estavam habituadas a ver um delegado com muita idade e o facto de eu ser novo facilitou: os colegas reviam-se porque o pessoal que trabalhava na Amadora era todo muito jovem. E eu vivia lá nas camaratas, de modo que tinha muita facilidade de falar com as pessoas. Muitos não se tinham associado porque não sabiam, alguns julgavam que as associações ainda eram perseguidas. Tinham receio. Passado um tempo sou convidado pelo Alberto Torres para a direcção. E a partir daí dediquei-me a isso e cá estou.
Você é de Bragança. Quando aterra na Amadora o choque é muito grande?
Eu tive uma classificação que me permitia escolher o sítio para onde ir, só que grande parte do pessoal que eu conhecia de Bragança estava na Amadora. E a questão era económica. Se eu fosse para um sítio onde estava o pessoal de Bragança podíamos dividir transportes e ir mais vezes a casa.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mudar para solucionar

   Ontem, no parlamento, o Primeiro-ministro abordou a necessidade de rever o Estatuto Profissional da PSP. Esta afirmação vem, e bem, ao encontro das declarações do Director Nacional da PSP. Não é de estranhar, tendo em conta a instabilidade que este estatuto

   A colocação de todo o efetivo nas posições remuneratórias, tendo em conta o tempo de experiência, e a criação de mais postos nas categorias de Agentes ou Chefes são essenciais e sobretudo justas numa Instituição organizada hierarquicamente. Mas, nesta matéria, espero que o Governo encontre um caminho de diálogo construtivo nas alterações a um Estatuto que se reflete na vida dos polícias mas também na vida e dinâmica da Instituição. Os polícias querem que estas medidas ponham fim a uma série de injustiças, às quais a ASPP/PSP já deu resposta utilizando, por um lado, a via judicial, por outro as diversas iniciativas que tiveram por objectivo sensibilizar o Governo e que, pelos vistos, trouxeram resultados. Esperamos agora que estas alterações sirvam para resolver os problemas atuais, não para agravar ainda mais a situação.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

Facebook

sábado, 28 de janeiro de 2012

Nova etapa?

clip_image002  Disse o Ministro da Administração Interna que, com a nomeação de um novo Diretor Nacional para a PSP, a instituição entraria numa nova etapa.

  Aproveito desde já para desejar as maiores felicidades ao novo Diretor Nacional e muita coragem para liderar uma instituição que não vive os melhores momentos, esperando que seja protagonista de um futuro melhor.

  Os polícias esperam que esta nova etapa não se resuma a uma simples substituição de dirigentes máximos, caso contrário estaremos perante dificuldades que vão, com toda a certeza, agravar-se.

  De acordo com as expectativas criadas por estas declarações do MAI, os polícias questionam-se se os principais problemas que trouxeram conflitualidade, instabilidade e desmotivação serão resolvidos.

  Será que é desta vez que os polícias colocados no estatuto revogado passam para a nova lei? Será que é desta que a Polícia vai ter um orçamento minimamente de acordo com as necessidades da instituição?

  Caso a resolução destas questões não seja garantida, então a apregoada nova etapa não passará da velha.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

PARTILHAR clip_image005

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sobreviver na PSP

Paulo Rodrigues  No início da semana, todos os polícias que tinham serviços remunerados a receber foram confrontados com a notícia de que não existiam condições para serem pagos.

   No mesmo dia, e depois de a ASPP/PSP questionar a DN/PSP e o MAI sobre a situação e a necessidade de encontrar soluções, saiu a informação de que seria feito o possível para pagar ainda em Janeiro.

   Ontem, a DN/PSP pagou os serviços prestados. A reacção no início da semana foi demonstrar o sentimento de revolta e com toda a legitimidade. Hoje, temos também o dever de felicitar a DN/PSP, através dos colegas de todas as categorias profissionais que estiveram em todo este processo, pelo esforço que fizeram para o regularizar. Ontem, os polícias do Aeroporto de Lisboa manifestaram-se, tendo como objectivo chamar à atenção a DN/PSP para a atitude, provocada pela falta de diálogo, por parte da responsável da Divisão. Por fim, os superintendentes decidiram revelar o que se passa com a PSP. Ainda bem, só é pena que não o tivessem feito mais cedo, aquando a ASPP/PSP. Uma semana de sobressaltos que reflecte a realidade da PSP.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

PARTILHAR

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Minuta–Posições remuneratórias (retroativos arrastamentos)

   sinal      Todos os associados que pretendam iniciar o processo de solicitação dos retroativos relativos à colocação efectivada em Dezembro de 2011. (trata-se dos agentes principais colocados no índice 14, em Dezembro último), informamos que se encontra disponível a minuta para o efeito.
   Para a sua obtenção devem dirigir-se ao delegado sindical da ASPP/PSP no seu departamento ou através do site da ASPP/PSP (documentação especifica).

Ler mais

Recortes de imprensa ASPP/PSP

jn Sindicato da PSP lamenta atraso do alerta dos superintendentes
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) lamentou, esta sexta-feira, que o alerta "inédito" dos superintendentes da PSP não tenha sido feito há mais tempo e que não seja assumi...(ler mais)

RTP Divisão de segurança do aeroporto de Lisboa promove "almoço da indignação"

Os agentes da divisão de segurança do aeroporto de Lisboa encontraram-se para um almoço de protesto. A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia explica os motivos do protesto.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Recortes de imprensa-Remunerados

ALeqM5j9Jj2CzmLtRXlbOraXOFCPyBr1ow PSP paga amanhã dívida aos polícias

A PSP anunciou hoje que vai pagar amanhã os serviços remunerados devidos aos polícias, em conjunto com o seu vencimento.

Em comunicado a PSP afirma que, com a publicação do despacho do secretário de Estado do Orçamento, assinado em 17 de janeiro e remetido ao Departamento de Gestão Financeira da Direcção Nacional da PSP em 18 de janeiro, e "através de um trabalho exaustivo dos elementos que compõem aquele departamento, foi possível processar todos os vencimentos e serviços remunerados nas últimas horas, garantindo-se assim, o pagamento integral dos remunerados devidos aos polícias".

Recorde-se que a Direção Nacional tinha-se comprometido a pagar aqueles serviços até ao dia 27, alegando "constrangimentos" legais para o atraso, nomeadamente a impossibilidade de transição da receita dos serviços remunerados de 2011 para 2012, facto que só poderia ser ultrapassado com a publicação do decreto-lei que disciplina a execução orçamental para este ano.

Embora existisse esse impedimento, o diretor-nacional da PSP, determinou o processamento extraordinário para possibilitar o pagamento dos elementos policiais até 27 de janeiro.

Foi a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) denunciou a falta de pagamento a 28 de dezembro. Os gratificados são serviços de segurança requisitados e remunerados por entidades externas à polícia, sendo desempenhados fora do horário habitual de trabalho do agente.

in DN

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Recortes de imprensa

Esquadra da PSP no Porto sem carros-patrulha desde sábado

PSP sem viaturas para patrulha em cinco freguesias do centro do Porto

    Segundo fonte da PSP, a última viatura a avariar sofreu um pequeno incêndio devido a um problema eléctrico. A ASPP fala em «centenas de viaturas imobilizadas por falta de manutenção».

Paulo Rodrigues diz que é preocupante não haver viaturas para patrulha nesta zona do Porto

Paulo Rodrigues confirma centenas de viaturas paradas por falta de manutenção

in TSF

sábado, 7 de janeiro de 2012

No limite do sustentável

Paulo Rodrigues   No próximo dia 9, comemora-se o aniversário do Comando Distrital da PSP de Viseu, que congrega também a Divisão de Lamego, mas com a qual se tem distanciado, no que diz respeito às dificuldades do seu funcionamento e dos polícias.

    É sabido que as dificuldades de efectivo são transversais, mas, como a ASPP/PSP tem alertado, podem ser minoradas, caso exista uma gestão racional dos recursos humanos, o que pelos vistos não existe no Comando de Viseu. Prova disso são os constrangimentos gravíssimos ao nível do efectivo, que estão a deixar impacientes os próprios cidadãos. Não podemos esquecer que, em pouco mais de dez anos, a PSP de Lamego ganhou mais área de actuação, mas em contrapartida perdeu mais de vinte polícias.

   É por isso frequente ver profissionais a trabalhar na hora da sua folga ou mesmo a fazer dois turnos de serviço seguidos. Um problema que afecta num primeiro momento os polícias e a credibilidade da PSP, e num segundo a qualidade da segurança dos cidadãos de Lamego, que têm os mesmos direitos de quaisquer outros do resto do país. Um tema que esperamos não passe ao lado no dia de aniversário da PSP de Viseu.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

PARTILHAR

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Noticias ASPP/PSP

    ASPP pede reunião ao ministro para conhecer reformas da PSP em preparação

  A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) pediu hoje ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, uma reunião para saber quais as reformas que vão ser efetuadas na PSP este ano

  "Estamos preocupados com aquilo que pode vir a acontecer", disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, adiantando que o pedido de uma reunião ao ministro da Administração Interna tem como objetivo saber quais as medidas que estão a ser preparadas.

Segundo o sindicalista, a ASPP quer saber quais as alterações à Lei Orgânica da PSP e ao sistema de saúde dos polícias.

Paulo Rodrigues afirmou também que quer saber se estão previstas alteração ao nível do estatuto profissional.

Na terça-feira, a Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais dos Serviços e Forças de Segurança, que reúne representantes da PSP, GNR, SEF, guardas prisionais, ASAE e Polícia Marítima, esteve reunida com as associações dos profissionais das Forças Armadas para fazer um balanço de 2011 e partilhar as preocupações socioprofissionais para este ano.

Na reunião ficou decidido que cada estrutura ia pedir reuniões à tutela.

Paulo Rodrigues, que é também o secretário nacional da Comissão Coordenadora, admite ainda a realização de ações de protestos em conjunto com as associações das Forças Armadas, caso as reuniões com a tutela não agrade ao setor.

in logo_sicSIC

Forças de Segurança admitem novas ações de protestos

   Sindicatos e associações profissionais exigem melhores condições de trabalho e que o Governo cumpra o que está previsto no novo estatuto profissional

.

sábado, 31 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE ANO NOVO

Caros colegas,

findou o ano de 2011, ano difícil, de cortes, congelamentos e de mais anúncios para o futuro.

Foram políticas implementadas e penalizadoras para muitos trabalhadores da administração pública e do sector privado.

Foram argumentos utilizados de uma suposta crise internacional, de divida e de défice, mas todos eles serviram para criar dificuldades também aos profissionais da P.S.P.

Foi um ano que, apesar das dificuldades e do contexto negativo, quer no âmbito económico/financeiro, quer numa postura governativa baseada em reduções, congelamentos e cortes cegos, caracterizadora do anterior e também do actual governo, foi um ano onde a ASPP/PSP não deixou de se movimentar e mobilizar na defesa dos profissionais da P.S.P.

Ora, no âmbito da CCP (Comissão Coordenadora Permanente), ora por iniciativa exclusiva da ASPP/PSP, chegando inclusive a juntar-se aos demais sindicatos da função pública, a ASPP/PSP não deixou de estar onde devia estar e encetar as iniciativas necessárias,demonstrando ainda solidariedade para com as outras estruturas de outras forças e serviços de segurança.

Em relação ao COMETPOR a direcção distrital do Porto, encetou por várias vezes, contactos com os responsáveis pelo COMETPOR para denúncia e resolução de várias questões, entre as quais,pagamento de serviços remunerados, condições de esquadras e viaturas, falta de equipamentos, entre muitas outras.

Não deixamos de apoiar os associados que pontualmente apresentaram problemas e acompanhamos todos aqueles que nos solicitaram ajuda.

Foi um ano onde a crítica foi constante,endereçada ao governo e daí legítima, mas alguma critica endereçada à ASPP/PSP,essa por vezes, vazia de conhecimento, desinformada por terceiros, ingrata e injusta. Mas é também por  ai, que devemos evidenciar a grandeza da ASPP/PSP.

Num ano de 2011 traçado por um contexto difícil, onde diariamente e em muitos sectores se assistem a reduções, cortes e congelamentos, muitos esquecem que, tanto ao nível do reposicionamento daqueles elementos que foram ultrapassados pelos mais novos, como do pagamento dos retroactivos das graduações, passando pelo pagamento do extinto fundo de fardamento, assim como, o anúncio recente da proposta de alteração ao regulamento dos serviços remunerados, muito foi conseguido, apesar de muitos desvalorizarem essa realidade, por vezes pela simples razão de não se encontrarem numa situação de benefício pessoal.

O que se pretende realçar, não será a resolução destes problemas do ponto de vista de um dado adquirido, mas sim, a razão dessa resolução, que não terá sido "obra do acaso", mas sim, o culminar de luta, de pressão e do trabalho constante e sério.

Muitos acreditam que a resolução das questões passa pela bondade do poder político, ou da legalidade dessas mesmas questões, mas facilmente compreenderão que, nos dias de hoje, não é pelo facto de as questões serem legais ou formais, que são de resolução ou aplicação, a experiência diz-nos isso. Aos críticos ou desatentos, a resolução advém da pressão e da acção sindical.

Não se pretende com isto passar a ideia deque tudo está resolvido e que o cenário foi positivo, bem pelo contrário, muito está por resolver e o futuro anuncia-se difícil, até na questão da acção sindical.

Aquilo que se pretende nesta comunicação,é transmitir que algo foi feito, algo foi conseguido, fruto da pressão e das iniciativas (das mais diversas) e que, para que se continue a conseguir mais, é necessário aumentar a pressão, a adesão e a luta, uma vez que a "inércia"será superior em 2012.

Daí que, a todos os que pretendam juntar-se à ASPP/PSP, é necessário o combate à apatia, à resignação e é óbvia a necessidade de reflexão, de consciencialização, de luta, de combate, de presença e intervenção, de espírito colectivo, num sinal de preocupação pela nossa defesa, pela nossa condição e pelo nosso futuro.

A todos o desejo de um bom 2012. 

Aprender com 2011

    Fazendo uma breve síntese de 2011 em relação à segurança e às questões socioprofissionais dos Polícias, concluímos que este é um sector do Estado que esteve em destaque.

    Um ano que ficou marcado por um número elevado de crimes violentos, mas sobretudo um ano que reflectiu alguma instabilidade na PSP, gerando, por sua vez, várias acções de protesto, não só devido às injustiças e ilegalidades impostas, mas também pela discriminação dos polícias em relação aos outros trabalhadores do Estado.

   No que respeita à discriminação e redução de direitos, a polícia bate o recorde, sejam elas impostas pelo Governo ou pela PSP. A não concretização das promoções nas diversas categorias ou o condicionamento do gozo de férias na última quinzena do ano, incluindo o último dia, ilustram bem a situação. Até porque esta última questão é uma restrição exclusiva da PSP, no mínimo absurda, não só por não existir fundamento de ordem operacional mas também legal. Esperamos que, em 2012, a PSP não transforme a sua gestão num complemento à redução de direitos imposta pela tutela.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Recortes de Imprensa

JN 30-12-11 Viaturas

   A PSP do Porto tem cerca de 200 viaturas avariadas à espera de reparação. À falta de dinheiro impera o "desenrascanço". Usam-se carros emprestados ou particulares e peças de viaturas fora de serviço servem para reparar outras. Em Lisboa, a situação é semelhante.

PSP do Porto tem 200 viaturas avariadas à espera de conserto

   Veículos emprestados usados para transporte

   Segundo agentes da PSP contaram ao JN, sob anonimato, a situação em muitas esquadras do Grande Porto já atingiu "os limites do aceitável" e está em causa o trabalho diário da Polícia. "Há esquadras sem qualquer automóvel, noutras há quem se desloque em patrulha ou para acidentes num reboque (por ser a única viatura disponível) e outras há em que só conseguem fazer algum patrulhamento recorrendo a carros particulares dos agentes, ou emprestados", referem os polícias.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ÚLTIMA HORA

image

   Informamos os associados da ASPP/PSP que através de informações obtidas, a verba restante em divida aos profissionais da PSP do ex-fundo de fardamento vai ser reposta a partir de segunda feira dia 26/12/2011.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE NATAL - DIRECÇÃO DISTRITAL DA ASPP/PSP (PORTO)

Aos polícias,

È já típico nesta altura do ano, a troca de mensagens sentimentais e com reforço de expectativas, desejos, etc.

É o espírito natalício, é o final de mais um ano, é o anunciar de um novo.

A pretensão desta mensagem passa por exercitar alguma reflexão sobre o passado, o presente e para o futuro. Essa reflexão deverá servir para avaliar o que foi feito, o que esperamos fazer e aquilo que o futuro nos pode proporcionar, ou aquilo que nós podemos proporcionar no futuro.

Não podíamos deixar de nos dirigir aos polícias, no sentido de demonstrar aquilo que muitos parecem querer secundarizar, a nossa importância na sociedade e a força que podemos ter.

O ano que se aproxima, com base naquilo que se anuncia, tendo em conta o contexto económico, político e social (interno e externo), será um ano difícil, um ano com penalizações que certamente irão alterar de alguma forma, os desejos, as expectativas e compromissos de alguns.

Será ainda um ano, de difícil intervenção sindical, motivado pelas decisões políticas e ainda motivado pelo discurso político, onde segundo o mesmo, nada é alternativo,  nada é possível, a não ser aquilo que a "troika" ou os de sempre determinam.

Mas é com base neste cenário que, os tais que se preocupam, os tais que demonstram vontade de melhorar, devem canalizar os seus esforços para mudar, mudar e contrariar o rumo anunciado, mudar e alastrar aos outros uma dinâmica de luta, de força, de participação, de atitude, com base na razão que nos assiste.

Aproveitemos esta força para marcar a nossa posição, num claro sinal que não iremos baixar os braços à luta, na nossa defesa, na defesa da nossa dignidade. 

É nas alturas mais difíceis que se encontram os melhores, os verdadeiros, os unidos.

A Direcção Distrital da ASPP/PSP (Porto), vem por esta via, desejar a todos os polícias um Natal fraterno, descansado e catalisador de energia para enfrentar o ano novo com garra, convicção e vontade.

Um abraço a todos.

A DIRECÇÃO DISTRITAL DA ASPP/PSP (PORTO)Boas Festas ASPP-PSP

domingo, 18 de dezembro de 2011

Combater na fonte

  Temos assistido com uma frequência a que não estávamos habituados a notícias que revelam um cenário de criminalidade violenta bem presente no nosso país.

   Desde sequestros a roubos até a assaltos devidamente preparados pelos criminosos. Sem querer ser alarmista, a verdade é que tudo isto representa um panorama preocupante ao qual não tem sido dado o devido valor pelos sucessivos governos.

   Pondo estatísticas de parte, a grande maioria dos crimes violentos noticiados pelos órgãos de comunicação social é praticada com o recurso a armas de fogo. Esta constatação leva-nos a outra questão: será que tudo está a ser feito para combater a problemática das armas ilegais ou mesmo do tráfico de armas antes de os crimes terem sido praticados?

   Será que existe legislação adequada que permita a todas as polícias combaterem de facto a circulação das armas ilegais no nosso país? Sabemos que será uma ilusão pensarmos que é possível reduzir a zero o número de crimes violentos, mas também sabemos que muito mais pode ser feito pela segurança nesta sociedade.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

PARTILHAR

Videos diversos

>