Cerca de 2500 polícias protestaram ontem em Lisboa contra o incumprimento das novas tabelas remuneratórias. Em frente ao Ministério das Finanças, viveram-se alguns momentos de tensão.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Polícias dizem-se pressionados e admitem paralisação
Depois de se terem manifestado frente ao Parlamento, vários profissionais dos serviços e forças de segurança desfilaram ontem à noite até ao Ministério das Finanças onde entregaram um documento reivindicativo. Os sindicatos admitem que estão a ser pressionados para aumentar o tom dos protestos e, apesar de não estar prevista na lei para os polícias, há mesmo quem fale em greve.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
"Semana da indignação" dos polícias terminou com uma manifestação
A semana da indignação dos polícias terminou com uma manifestação. Centenas de polícias concentraram-se frente ao Parlamento para manifestarem a sua indignação pelo incumprimento das novas tabelas remuneratórias.
Polícias travam polícias junto ao Ministério das Finanças
Polícias barraram polícias no Terreiro do Paço
Os ânimos exaltaram-se ao final da tarde desta quarta-feira junto ao Terreiro do Paço, em Lisboa. Os cerca de dois mil profissionais dos serviços e forças de segurança tentaram aproximar-se do Ministério das Finanças e só um cordão policial, de membros da Equipa de Intervenção Rápida da PSP conseguiu travar os manifestantes, que acabaram por desmobilizar.
"Gatuno" gritavam os polícias que, desde quarta-feira se têm manifestado, exigindo ao Governo a colocação nas novas tabelas remuneratório em vigor desde 2010.
"Nós só queremos o que é nosso por direito" apelavam na deslocação para o Ministério das Finanças. O desfile era encabeçado por profissionais fardados das forças de segurança.
Entretanto, face ao apêlo à calma feito pelos dirigentes sindicais aos elementos mais exaltados, os manifestantes acabaram por desmobilizar.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) e secretário nacional da CCP, Paulo Rodrigues, disse que a questão dos vencimentos é um problema transversal, que afecta tanto o director nacional como o agente.
A desmotivação dos polícias "é tanta" que os associados da ASPP "pedem medidas de luta mais duras e até difíceis de tomar", afirmou
in JN
Bispo apela ao diálogo com as forças de segurança
Januário Torgal Ferreira, apelou ainda à «repartição equitativa» do capital público
O bispo das Forças Armadas e de Segurança, Januário Torgal Ferreira, apelou esta quarta-feira à «repartição equitativa» do capital público, defendendo o diálogo entre o Estado e as forças de segurança para evitar a contestação nas ruas, escreve a Lusa.
«Sem contar os buracos medonhos que a gente tem conhecido nos últimos tempos, pelos vistos ainda vai havendo dinheiro em determinados sectores. Então porque é que não há uma repartição equitativa, porque não há uma repartição igual?», questionou.
«O que é preciso é que estes homens e mulheres sejam ouvidos e se lhes diga, como os políticos costumam parafrasear, "olhos nos olhos", se têm razão ou não, como um professor que não deve ter receio de dizer a um aluno que ontem teve razão e hoje não», sublinhou.
Para o bispo, esse diálogo «sereno e inteligente» entre o Estado e as forças de segurança pode levar à conclusão que «não há subida ou progressão porque não há dinheiro».
O bispo das Forças Armadas e de Segurança falava aos jornalistas em Portalegre, à margem da cerimónia de administração do sacramento de iniciação cristã dos instruendos do curso de formação de guardas, que decorreu na sé catedral daquela cidade alentejana.
O bispo das Forças Armadas e de Segurança fez ainda questão de sublinhar aos jornalistas que os problemas sociais nas forças de segurança não devem ser «silenciados», nem «iludidos».
«Não vale a pena iludi-los, não vale a pena silenciá-los, escondê-los», salientou.
Durante a cerimónia dos 401 instruendos do curso de formação de praças da GNR foram crismados 45 e outros 11 foram baptizados. O compromisso de honra para estes jovens está agendado para o dia 14 de Outubro, em Portalegre.
Entretanto, profissionais dos serviços e forças de segurança realizam hoje o «passeio da indignação» junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigirem ao Governo a colocação nas novas tabelas remuneratórias, em vigor desde 2010.
Convocada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, a «Semana da Indignação dos Polícias» começou na última quarta-feira e termina hoje com a concentração.
A principal reivindicação está no incumprimento da aplicação das novas tabelas remuneratórias na PSP e na GNR, tendo em conta que há profissionais que já foram colocados nos novos índices remuneratórios em 2010 e outros, a maioria, ainda não transitaram.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
MAI reafirma disponibilidade para dialogar com sindicatos das polícias
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, manifestou hoje "disponibilidade" para conversar com os sindicatos das polícias, reafirmando que "não é fácil" resolver o problema das novas tabelas remuneratórias.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Semana da Indignação-Noticia RTP
Profissionais da polícia dizem que há esquadras a funcionar sem o número mínimo de agentes
A Associação dos Profissionais de Polícia diz que há esquadras a funcionar sem o número mínimo de agentes. A associação lançou a semana da indignação, que vai acabar na próxima quarta -feira com uma manifestação em frente ao Parlamento.
Comandantes da PSP acusados de pressionar agentes a passar multas
26 de Setembro, 2011
O secretário da Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança (CCP) acusou alguns comandantes de pressionarem polícias a passarem multas durante a semana de «indignação», disse hoje à Lusa Paulo Rodrigues.
O representante associativo afirmou hoje em declarações à agência Lusa que «alguns comandantes pressionam os agentes a passarem multas».
As indicações dos responsáveis policiais surgem durante a «Semana da Indignação dos Polícias», que termina na quarta-feira, apesar de as associações sindicais terem sensibilizado os «agentes para passar menos multas e utilizarem meios legais para faltarem ao trabalho, como folgas e férias», disse.



