quarta-feira, 25 de abril de 2012

ASPP/PSP (Porto): 25 abril | 2012


Como tem sido apanágio, a ASPP/PSP (Porto) participou em mais uma comemoração do 25 de abril, na cidade do Porto.

Esta permanente presença é de fulcral valor, na medida em que importa sempre celebrar a Liberdade conquistada e o reconhecimento de direitos fundamentais a todos os portugueses.

No caso particular dos elementos da PSP, como cidadãos, não são, naturalmente, imunes aos recentes atropelos que o povo português tem sofrido.

Assim, esta revindicação é de todos!

Obrigado aos que responderam ao apelo e marcaram a sua presença!

E para sempre recordar…













































































sábado, 21 de abril de 2012

Mudar mesmo

   A manifestação de polícias protagonizada pela ASPP/PSP e que ficou conhecida pelos "secos e molhados" faz hoje 23 anos.

Uma acção que foi fruto de uma política errada e regressiva em relação às expectativas e às vivências da sociedade da época, que ainda transpirava da luta pela liberdade conquistada em Abril, 15 anos antes. Ser agente de PSP significava ser um cidadão sem direitos, sem liberdades e de algum modo sem dignidade.

O País tinha uma polícia ao sabor de certas vontades, uma PSP que dava jeito ser pouco formada ou informada, uma instituição que existia para que dela se servissem e não para servir. Uma PSP a duas velocidades, uma onde os actores eram os oficiais da PSP e a outra, os outros todos.

Olhamos para a PSP de hoje e continuamos a assistir à discricionariedade em prejuízo no tratamento dos problemas dos polícias por parte dos Governos, internamente continuamos a construir edifícios para a PSP com refeitórios separados por categoria, como é exemplo o futuro COMETLIS. Mudanças? Existem, mas a mentalidade e os tiques, esses, parecem permanecer.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

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'Os polícias não são autómatos'

image  O líder do maior sindicato da PSP diz que «é impossível garantir que o incidente do Chiado não se repita» e admite que as próximas manifestações serão mais imprevisíveis. A própria classe promete voltar à contestação por causa dos salários.

Será mais fácil ou mais difícil à PSP controlar uma próxima manifestação?

Creio que será mais difícil. Até agora não tínhamos uma experiência contínua nesta área. Mas tendo em conta a situação do país, as manifestações serão cada vez mais frequentes, com mais gente, e vão tornar-se mais complexas e imprevisíveis. Além disso, todos os movimentos dos polícias vão ser monitorizados ao milímetro, inclusive pelos jornalistas. O simples levantar do cassetete vai ter a partir de agora uma conotação imediata. Tudo isso será mais exigente para a Polícia.

O inquérito aos incidentes no Chiado fragilizou o estado de espírito dos agentes?

Quando há dúvidas, a pior coisa é não as esclarecer. A Polícia não tem nada a esconder. Devemos tirar a lição, mas não devemos ter receio de actuar.

A própria inspecção da PSP detectou falhas técnicas. Até que ponto a Polícia está preparada para enfrentar cenários semelhantes aos da Espanha ou da Grécia?

É impossível garantir que aqueles incidentes não se vão repetir. Estamos a falar de multidões, e os polícias não são autómatos, não são robôs. Pode haver um momento em que estejam mais fragilizados, até por problemas pessoais, e tenham uma atitude menos adequada. Mas a Polícia está preparada. O meu receio são os meios que não temos, equipamento imprescindível que não existe em quantidade suficiente. Por exemplo, todos os agentes deviam ter auriculares para comunicarem, via rádio, com a linha de comando, e vice-versa. Esse sistema permite que uma ordem chegue ao mesmo tempo a todos. Depois, faltam viaturas tácticas e nem todos têm ainda capacetes com protecção balística. É necessário pensar também em fatos com resistência ao fogo, que protejam contra cocktails molotov.

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