sábado, 23 de junho de 2012

Cortes e desperdícios

image   Nos últimos anos, fruto das políticas restritivas, os polícias têm sido sujeitos a uma redução do vencimento e da qualidade de vida. Os cortes nos subsídios são uma machadada na vida e na dignidade dos profissionais da PSP.

   A participação dos polícias, ontem, na manifestação organizada pelos sindicatos da Função Pública revela bem a consciência dos polícias e a sua revolta com o não reconhecimento por parte do poder político da missão específica e extremamente exigente dos polícias. Não é de estranhar, já que a nível interno da PSP, o Governo tem também criado situações de discriminação.

   A forma como a PSP disponibiliza os serviços de assistência na doença aos polícias que se encontram nos Açores é vergonhosa. Ninguém compreende que por condicionalismos do Governo e de ordem administrativa um polícia nos Açores seja obrigado a deslocar-se ao continente para obter uma consulta no âmbito da prestação de serviços na saúde da PSP. Além dos constrangimentos vários, os gastos com as deslocações são relevantes. Numa altura em que o Governo apela à poupança, por outro lado esbanja.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

CCP na Manifestação da Função Pública

A Direcção Distrital da ASPP/PSP (Porto), sobre a presença na manifestação do dia 22 de Junho em Lisboa, informa que;

- A organização da manifestação foi da responsabildade da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, com a presença da CCP (Comissão Coordenadora Permanente dos sindicatos e associações dos profissionais das forças e serviços de segurança) e foi nesse âmbito que a ASPP/PSP participou.

- A presença da ASPP/PSP (Porto) foi relevante.

- As razões dessa presença assentam, para além de várias questões especificas que nos têm afectado (reposicionamentos, rectroactivos, remunerados, entre outros), numa penalização transversal aos funcionários públicos (corte dos subsídios).

- A participação nestas iniciativas dependem da vontade expressa de cada um, tendo em conta a sua vontade, liberdade, disponibilidade, entendimento, leitura e posição, no entanto, não deixamos de referenciar aqueles que ainda participam apesar de todo o contexto, porque o sinal de "rua" é muito importante para demonstrar muito do que se está a desenvolver por outras vias, ou seja, a "rua" é a expressão máxima e a janela de tudo o resto que é realizado.

- A ASPP/PSP, por via da CCP ou de forma directa tem criado todas as condições para que os profissionais tenham a possibilidade de demonstrar a sua insatisfação, com a facilidade de mobilidade, entre outros.

- A ASPP/PSP (Porto) enaltece o esforço de todos aqueles que marcam presença nestas iniciativas, principalmente aqueles que não sendo do Porto (concelho ou proximidades), continuam a esforçar-se para ai arrancarem rumo a Lisboa.

- A ASPP/PSP (Porto) sabe ainda que muitos, e por variadas razões não têm a mesma facilidade ou disponibilidade para marcar presença, mas identificam-se, e a esses garante-se que os que vão, os representam devidamente.

- A ASPP/PSP (Porto) sabe também que outros não participam porque não querem, porque têm outras opções, porque fazem outras leituras e a esses dizemos, respeitando essa opção, que o presente já diz algo e o futuro dirá também.

Caros colegas, com muitos, poucos, adversidades, constrangimentos, dificuldades, etc, a ASPP/PSP estará e continuará sempre na vanguarda do sindicalismo policial, com as formas de luta possíveis e até à exaustão na defesa dos direitos e do futuro dos polícias e da segurança pública.

Cumprimentos

A Direcção Distrital do Porto da ASPP/PSP

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Excelência dos polícias

Os polícias da PSP foram ontem surpreendidos com a notícia, em resultado das informações da Polícia Judiciária, de que num caso concreto teriam comprometido o resultado da investigação por falta de empenho na gestão do local do crime.
Esta notícia, parecendo estranha, é reveladora da competência e do trabalho de excepção realizado por estes profissionais, ao ponto de ser monitorizado por outras polícias. É curioso que dos 19 989 locais de crime que foram geridos pela PSP de forma irrepreensível nada se diga, mas se releve um único caso, supostamente negativo, e que pelos vistos também não corresponde à verdade.
Até porque, após contactada a Polícia Judiciária, esta informa que, dado as vítimas terem sido sequestradas no local do crime, contaminando-o, era desnecessária a deslocação de uma equipa da Polícia Judiciária.
Os polícias não precisam de publicitar a qualidade do seu trabalho, ele tem sido amplamente reconhecido pelos organismos ligados à justiça, e, fruto dessa confiança, a PSP tem sido um actor cada vez mais central no combate ao crime organizado.
Essa é a verdadeira prova do trabalho de excelência dos polícias.

Crónica semanal

Por Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

terça-feira, 12 de junho de 2012

I Prova de Orientação Pedestre ASPP/PSP: Nova Data

A ASPP/PSP, por motivos organizacionais (logísticos) e ainda de forma a otimizar a iniciativa em referência irá juntar-se ao XVII Aniversário do Clube de Orientação Grupo Desportivo 4 Caminhos.

Por tal, a iniciativa de Orientação Pedestre realizar-se-á, no dia 01 de Julho.
 

Desde já pedimos desculpa pelo sucedido e apelamos a que possam comparecer, juntamente com os vossos familiares e amigos, confirmando e/ou efetuando as vossas inscrições, que foram naturalmente alargadas.

domingo, 3 de junho de 2012

Justiça e transparência

A ASPP/PSP confrontou-se com uma comunicação que, em jeito de resposta, o MAI fez a uma organização internacional sobre o investimento na PSP e na situação socioprofissional, do efectivo com funções policiais.

Nessa resposta, o MAI refere, a título de exemplo de investimento nas remunerações dos Profissionais da PSP, com funções policiais, alguns valores, como, por exemplo 164.231,65 € de prémios de desempenho.

Como é óbvio, o MAI terá de dizer a quem é que foram atribuídos, já que desconhecemos que os profissionais, que tiveram notas máximas nas avaliações e que até contribuíram para o sucesso dos resultados, não os receberam.

Mas este não é o único exemplo, já que nessa resposta diz o MAI que pagou 2.283,34 € em trabalho extraordinário e 10.676,76 € em dias de descanso ou feriado. Não queremos com isto pôr em causa a informação que o Governo deu a essa organização, mas exigimos saber a quem foi atribuída toda esta verba e em que órgão de comunicação interna foram publicadas as referidas atribuições.

Justiça e transparência não podem ficar-se pelas palavras, devem caracterizar-se por actos, algo que, manifestamente, neste caso não foi feito.

Por: Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

 Crónica Semanal
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/justica-e-transparencia

quarta-feira, 30 de maio de 2012

ELEIÇÕES: Conselho Superior de Polícia | Conselho de Deontologia e Disciplina


No dia 06 de Junho de 2012 irão realizar-se eleições para o Conselho Superior de Polícia (CSP) e para o Conselho de Deontologia e Disciplina (CDD).

Como sabem estes dois órgãos da Direção Nacional da P.S.P, são demasiadamente importantes para a instituição e seus profissionais.

Neste sentido faz todo o sentido a devida representação de profissionais nesses órgãos, assim como, a mobilização na votação e respetiva eleição.

Este processo terá mesas de voto na sede do COMETPOR, mas também nas sedes das Divisões, apelamos para que exerçam o voto "dever/direito", e que incentivem/mobilizem os colegas a fazê-lo.

Não podemos deixar que os assuntos que nos dizem respeito fiquem apenas nas mãos de alguns, vamos ser parte do processo, vamos ser ativos na nossa representação e na nossa participação.

Neste sentido, no dia 06 de Junho, dirige-te ao edificio do Comando ou  sede da tua Divisão e exerce o teu direito/dever, VOTA.

                                         Eleições - dia 06 de Junho de 2012 (quarta feira)
                                                              VOTA ASPP/PSP

 Conselho de Deontologia e Disciplina (Portaria n.º 1284/2008 de 10 de Novembro)

O Conselho de Deontologia e Disciplina (CDD) é um órgão de carácter consultivo do diretor nacional, ao qual compete apreciar e emitir parecer sobre os assuntos que lhe sejam submetidos em matéria de deontologia e disciplina e exercer as competências que a lei e o regulamento disciplinar lhe conferem.

- O Conselho de Deontologia e Disciplina é um órgão de extrema importância na apreciação e resolução de determinados processos, quando está em causa a continuidade do Profissional da Polícia dentro da Instituição.
- Por este motivo, é fundamental que sejam eleitos Profissionais que garantam a defesa dos seus pares em todas as situações.
- Os candidatos da ASPP/PSP já deram provas disso mesmo. Estiveram, estão e sempre estarão no lado certo da defesa dos direitos dos Profissionais da PSP.


Conselho Superior de Polícia (Portaria n.º 1285/2008 de 10 de Novembro)

O Conselho Superior de Polícia (CSP) é um órgão consultivo do diretor nacional ao qual compete pronunciar-se sobre os assuntos relativos à atividade da PSP e sua relação com as populações, apoiar a decisão do diretor nacional em assuntos de particular relevância e, em especial:
a) Emitir parecer sobre os objetivos, necessidades e planos estratégicos da PSP e a sua execução;
b) Pronunciar-se sobre as providências legais ou regulamentares que digam respeito à PSP, quando solicitado;
c) Pronunciar-se, a solicitação do ministro da tutela, sobre quaisquer assuntos que digam respeito à PSP.

- É no Conselho Superior de Polícia que podemos dar continuidade àquilo que defendemos para a Instituição PSP, o que reveste estas eleições de especial importância.
- Por isso mesmo, a lista apresentada pela ASPP/PSP é composta por Profissionais competentes e com provas dadas na defesa dos direitos dos Polícias.
- É fundamental que possamos dar no Conselho Superior de Polícia a mesma imagem firme e determinada na defesa intransigente da dignidade dos Profissionais e da PSP.


Estes dois órgãos da Direção Nacional da PSP, são demasiadamente importantes para a instituição e seus profissionais, pelo que apelamos a todos para que exerçam o seu direito de voto, e que incentivem os colegas a fazê-lo.  

                             Dia 06 de Junho, dirige-te ao local de voto e exerce o teu direito/dever.

Candidatos apoiados pela ASPP/PSP para as respetivas carreiras:

              PRIMEIRO CANDIDATO EFETIVO

                             AGENTES
 

Agente Principal - José Manuel dos Santos Rodrigues Mendes
                         



                                  CHEFES
Chefe - Paulo João Costa Ferreira 
                             


                               OFICIAIS


Subintendente - Adrião Rodrigues da Silva

domingo, 27 de maio de 2012

Autoridade da polícia

Em Portugal já estamos habituados à impunidade recorrente a que estão sujeitos os responsáveis de alguns clubes de futebol pelas suas habilidades gestionárias pouco claras e até pela prática de crimes no decorrer da preparação ou realização dos jogos.

Quantas vezes assistimos a cenas no interior dos estádios que mais parecem filmes de guerra e em que as ditas claques actuam como bandos de criminosos, agindo com extrema violência até para com os Polícias. Não é de estranhar já que, não menos vezes, assistimos a dirigentes de alguns clubes de futebol, que confundem o seu âmbito de interferência com o âmbito e a própria autoridade do Estado.

Esquecem-se alguns que as Instituições Públicas e os seus funcionários são os representantes dos Estado no âmbito da sua missão e devem por isso ser respeitados até ao limite da Lei. Mas, vá lá saber-se porquê, os polícias nestes contextos têm sido tratados como bodes expiatórios. Acredito, por isso, que a PSP, em relação ao jogo no Dragão Caixa, agirá com a razão e firmeza que a autoridade e a lei lhe confere.

Por: Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

Crónica Semanal no Correio da Manhã

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/paulo-rodrigues/autoridade-da-policia

terça-feira, 22 de maio de 2012

Valor dos gratificados mantém-se há quatro anos

Associação quer alteração do regime

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) pediu esta terça-feira ao ministro da Administração Interna para que clarifique se os serviços remunerados prestados pelas forças de segurança vão ser alterados, sustentando que os valores de mantêm desde 2008.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que o sindicato enviou um ofício ao ministro, pedindo para "clarificar" toda a situação e se vai ou não alterar o regime de prestação e pagamento dos serviços especiais remunerados, os chamados gratificados.

"É intolerável que continue a ser protelado", afirmou, adiantando que havia a garantia de que o novo regime entraria em vigor em Janeiro e os sindicatos foram auscultados sobre as alterações.
Paulo Rodrigues sublinhou que é necessário uma alteração aos serviços remunerados, uma vez que os preços praticados não são actualizados desde 2008.
O sindicalista acrescentou ainda que actualmente fica mais barato contratar um agente da PSP para fazer gratificados do que um elemento da segurança privada.
O projecto do Governo, que foi enviado aos sindicatos em Janeiro, actualiza os valores dos serviços remunerados solicitados por entidades públicas e privadas à GNR e PSP.
Segundo o projecto, os polícias passariam a receber 39 euros por quatro horas de gratificados, mais 10 euros do que actualmente.
Porém, a realização de remunerados em eventos desportivos deverá ter "uma redução especial" de 15 por cento, propõe o projecto do Governo, que ainda não entrou em vigor.

domingo, 20 de maio de 2012

Até a crise tem limites

Quando os polícias falam na falta de fiscalização das condições de higiene, saúde e segurança no trabalho na PSP, fazem-no porque sentem as péssimas condições com que diariamente são confrontados.

Pneus de viaturas policiais em mau estado, que rebentam em andamento, travões que, pelo desgaste, não accionam e provocam despistes, motociclos reparados com peças em mau estado que originam acidentes e provocam danos físicos irreparáveis ou Esquadras em estado de degradação avançada são prova da falta de fiscalização que permita às entidades competentes terem uma perfeita noção da realidade.

Prova-se também, apesar de no início de 2012 o MAI ter anunciado 7 milhões de euros para a reparação de viaturas, o desinvestimento a que esta área tem estado sujeita. Já sabemos que se dirá que estamos em crise e que não existe orçamento que permita fazer investimentos, no entanto, este resultado é a evidência de que a falta de investimento nesta área tem décadas, bem antes da crise a que todos recorrem como argumento quando falta a verdadeira vontade para mudar.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

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