ASPP-PSP do Porto diz estar VIVA e preparada para a LUTA!
É grande a preocupação com as condições de trabalho no distrito
Uma frota de carros envelhecida; algumas esquadras sem o mínimo de condições e os problemas económico-financeiros que vão, em crescendo, afetando muitos elementos da instituição, são problemas que preocupam o sindicalista Paulo Santos.
Ele tem 35 anos, é presidente da Delegação Distrital do Porto da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP-Porto) e um homem atento às realidades que afetam a classe. Dirigente da maior associação sindical do País, com cerca de 11 mil associados, o nosso entrevistado relata-nos casos e casos que afetam a Polícia e “atrapalham”, sobremaneira, o seu trabalho.
Tanto assim é que no próximo dia 06 de novembro os polícias vão manifestar-se em Lisboa, porque as coisas não estão para brincadeiras e a classe está a passar por sérias dificuldades sem que os responsáveis governamentais dialoguem e tentem por cobro aos problemas.
Paulo Santos
Há quanto tempo existe a Distrital do Porto da ASPP-PSP?
“Estamos aqui desde os anos oitenta do século passado, isto na sequência da ASPP ter a necessidade de distribuir a sua orgânica por distritos e, mais tarde, por gabinetes. Saiba-se que as primeiras movimentações pró-sindicais começaram no distrito do Porto.”
E este é, na realidade, o maior sindicato da Polícia?
“É o maior sindicato da Polícia de Segurança Pública. Estamos a falar em cerca de 11 mil associados. Recorde-se ainda que a ASPP foi o primeiro sindicato a surgir e, só a partir daí é que apareceu todo o movimento sindical que existe, atualmente, na PSP. “
Ao princípio deve ter sido uma luta, um tanto ou quanto complicada?!
“A democracia só chegou à PSP aquando da famosa manifestação no Terreiro do Paço, em Lisboa, dos “secos e molhados”, e, depois, com a lei sindical. Há, contudo, um trabalho anterior – embrionário!- muito importante, e que foi criado por aqueles que, mais tarde, acabariam por formar a ASPP”.



























