domingo, 12 de maio de 2013

Polícia ao contrário


Nesta semana vieram a público mais notícias de agressões violentas a elementos das Forças de Segurança. Esta tendência tem aumentado: as agressões são mais violentas, mais frequentes e de consequências graves.

Neste cenário, as entidades competentes deveriam, à semelhança de outras polícias nacionais, e por uma questão de justiça, reconhecer esta especificidade, compensando os profissionais pela responsabilidade e pelo perigo. Deveria ser uma preocupação da parte do Governo, não só pela defesa dos direitos dos polícias mas sobretudo da segurança.
Mas não, o governo quer fazer tudo ao contrário, menosprezar aqueles que têm o dever de zelar pela segurança dos portugueses, comprometendo a estabilidade. E, não contente, pretende transformar a PSP em lar de idosos. Questionamos se uma polícia envelhecida onde uma grande parte do efetivo terá mais de 50 anos de idade, caso as medidas apresentadas pelo Governo sejam impostas, consegue combater a criminalidade que é, como sabemos, mais organizada e violenta. Haja bom senso.
Por: Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Encontro Nacional 29/MAIO/2013

Caros colegas,

final  Dia 29 do corrente mês, no âmbito da atividade da ASPP/PSP, vamos participar no Encontro Nacional de Profissionais das Forças e Serviços de Segurança.

Em anexo, cartaz alusivo ao evento pelo que se espera o apelo de todos numa forte mobilização dos POLÌCIAS.

De salientar que, local e hora de saída em breve serão divulgados (no caso do Porto), contudo, não será difícil deduzir que será pela manhã e do local habitual (Alameda do Dragão), no entanto, estes dados serão informados definitivamente à posteriori.

Qualquer dúvida queira contatar o delegado da ASPP/PSP da sua esquadra/serviço, ou a sede norte, através de "norte@aspp-psp.pt"/ 228325036 / 962076140 / 917 767 028.

Inscrições até dia 24 de maio.

Relembra-se que esta iniciativa está aberta a polícias.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Argumento à medida


A comunicação de ontem do primeiro-ministro representa um novo ataque aos trabalhadores da administração pública.

O absurdo das medidas a implementar, como o aumento da idade da pré-aposentação, as alterações ao modelo de atribuição dos suplementos e o aumento das comparticipações para o acesso à assistência na saúde constituem um golpe inconcebível no funcionamento da PSP.
Os polícias têm sido sujeitos a todas as restrições, umas com o argumento da crise, outras com o argumento da especificidade da missão. Estranho que estes argumentos só façam sentido quando é para restringir.
Já que o Governo quer tratar todos por igual, então passe a atribuir aos polícias todos os direitos que, segundo dizem, são restringidos devido à missão. Os polícias não podem aceitar mais este tipo de tratamento, que além de discriminatório é irresponsável. A partir deste momento, temos toda a legitimidade de exigir uma compensação pelo risco, pela insalubridade, pelo trabalho em dias feriados ou fins de semana e, sobretudo, o direito à greve. Tudo pela equidade.


Por:Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1 Maio (Dia do Trabalhador)


O Dia do Trabalhador aproxima-se. Esta data é simbólica e traz uma carga importante naquilo que se prende com os trabalhadores, seus direitos e sua vida.

Num contexto, onde há quem pense que, apenas com a visão e caminho de destruição dos direitos, com salários baixos e com atropelos aos trabalhadores e a quem vive do seu rendimento de trabalho, é preciso dizer basta e há que defender mudança nesta visão "austera".

Os profissionais da Polícia de Segurança Publica são também afetados por esta visão da "troika", do governo e de quem defende e patrocina politicas assentes em cortes, em austeridade.

A democracia tem de ter outros caminhos, todos aqueles que vivem do rendimento do seu trabalho, têm de lutar por essa escolha e têm de defender os seus direitos, contra a mentira constante, contra a "austeridade" apenas para os que trabalham, na defesa de bens públicos de qualidade e universais.

Os polícias ao serviço do seus país e do estado...e na preservação da democracia e da justiça social...

Participa, por ti, pelos teus e por um futuro melhor..




Um agradecimento especial a todos os presentes.

domingo, 28 de abril de 2013

O direito à verdade


O relatório do Comité Europeu para a Prevenção da Tortura, que foi público, frisa que existem casos de maus tratos por parte da PSP, GNR e PJ no decorrer da sua missão.

Como é evidente, não somos hipócritas e assumimos que não somos perfeitos. Mas é de realçar que os erros são muito pontuais e aos seus autores tem-lhes sido imputada a responsabilidade. Até porque, no que concerne a respeitar direitos, a PSP tem feito ao longo dos anos um caminho com provas dadas, bem fiscalizadas pelas entidades competentes, e que terá de ser, obviamente, continuado.
O mesmo já não pode dizer-se no que toca ao respeito pelos direitos dos polícias, que infelizmente são atropelados com frequência, a começar pelo Governo. Não podemos esquecer que vivemos num contexto difícil no que respeita à criminalidade, mais grave e violenta, e são os polícias que sofrem as consequências da violência, em que muitas vezes para salvaguardar a sua integridade ou de uma vítima são obrigados a usar da força. Algo que o relatório deveria referir nas conclusões.
Por:Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Comemorações 25 abril


A ASPP/PSP (Porto) marcará presença nas comemorações do 25 de abril (dia da Liberdade), na cidade do Porto.

Junta-te a nós: Largo Soares dos Reis (Porto) 14H00:

Pela Democracia;
Pela Liberdade;
Pelos nossos Direitos;

PARA NOSSA DEFESA 



Secos e molhados


Comemoramos amanhã a passagem dos 24 anos do "Secos e Molhados", episódio que, a 21 de abril de 1989, colocou os polícias em confronto. Passados 24 anos, os profissionais da PSP continuam a ter muitas razões para se sentirem discriminados, desrespeitados e ignorados.

A idade de reforma aumentou sem terem em conta os prejuízos que esta medida trará ao funcionamento da polícia; o SAD/ /PSP passou a ser pago pelos profissionais, sem por isso terem sido consideradas alternativas; o Estatuto da PSP não tem sido cumprido e sucedem-se os cortes nos vencimentos. Claramente, nos últimos anos, os polícias, em termos de direitos, têm registado um retrocesso.
O 21 de abril está na memória de todos os polícias, fazendo renascer estados de espírito que só vimos há mais de duas décadas, e a ASPP/PSP não deixará de desenvolver ações, independentemente do grau de contundência, que façam justiça e que acabem com a discriminação a profissionais que todos os dias arriscam a vida. Esperemos que o poder político não cometa o erro duas vezes.
Por:Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A ironia dos estudos


Somos confrontados, frequentemente, com estudos sobre matérias que visam atingir objetivos ou reforçar argumentos pouco consistentes. Um exemplo é o estudo que uma consultora fez, a pedido do Governo, sobre os vencimentos do setor público e privado.

Sabemos bem os montantes dos vencimentos dos polícias e os governantes têm informação atualizada, até porque esta matéria tem sido alvo de debate. Num passado recente, políticos que fazem hoje parte dos partidos do Governo insurgiram-se contra a vergonha dos baixos salários de quem tem uma profissão de grande responsabilidade. E se olharmos às comparações com o privado, os polícias ficam aquém de uma aproximação dos salários praticados no setor, apesar de não conhecer nenhuma empresa privada com uma missão comparável à da Polícia, nomeadamente na responsabilidade, risco, desgaste rápido ou turnos. Percebemos que o Governo pretendia, com este estudo, legitimar mais cortes nos vencimentos dos polícias. Ainda sabemos distinguir a mentira da verdade.
Por: Paulo Rodrigues (Presidente da ASPP/PSP)

sexta-feira, 29 de março de 2013

Seminário SCOPE – Stress na Polícia

O Laboratório de Reabilitação Psicossocial vai promover o Seminário SCOPE – Stress na Polícia, a decorrer na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, dia 19 de Abril de tarde, conforme
programa em anexo.

O projecto SCOPE é financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa Marie Curie gerida pela Pof. Doutora Mariana Kaiseler.

Este seminário tem entrada grátis e certificado de presença.

Prof. Cristina Queirós, Prof. Mariana Kaiseler e Prof. António Marques



Cumpram a lei


Ontem, o MAI voltou a insistir no não pagamento dos retroativos aos profissionais decorrentes do incumprimento da lei que são devidos desde 2010 a 2013.

Este incumprimento por parte do Governo significa uma redução do vencimento dos polícias durante dois anos, acumulados com todas as outras reduções impostas aos portugueses. A administração colocou os profissionais dos outros setores públicos nas novas tabelas, de acordo com a lei, em 2010. Já com os polícias agiu de forma diferente. Por erro ou razões políticas, a lei não foi cumprida, pelo que estes profissionais acabaram por ficar com um prejuízo remuneratório mensal considerável. Este prejuízo deve ser imputado à administração.
É nesse sentido que a ASPP/PSP vai interpor uma ação em tribunal e exigir que se faça justiça, com o pagamento dos retroativos devidos e a colocação correta de todos os polícias nas tabelas. Nesse sentido, apelo a todos os polícias que, nos próximos tempos, e através de ações que possam ser levadas a cabo, sejam capazes de demonstrar às entidades responsáveis a nossa união e coesão na luta pela defesa dos nossos direitos.
Por: Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia


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