terça-feira, 23 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
O peso de ser polícia
Cada vez mais nos apercebemos da importância e do peso da responsabilidade que recai nos ombros do profissional da PSP. Ser polícia é colocar à disposição da instituição, e do serviço público em geral, a vida pessoal e familiar. Ser polícia é assumir pelos governos a responsabilidade das deficiências do sistema.
Ser polícia é ter obrigação de decidir, em fracções de segundo, se vamos usar a arma ou não e, dessa decisão, pode depender a sua vida ou a de terceiros. Ser polícia é ter um número indeterminado de deveres e cada vez menos direitos. Mas se a população já percebeu que ser polícia é ser um alvo das contingências da sociedade e das dificuldades com que se defrontam no quotidiano, os governos, por seu lado, teimam em desvalorizar e não reconhecer a importância do papel da polícia, bem como o seu esforço, mas sabem ser os primeiros a não partilhar a responsabilidade das eventuais falhas do efectivo. É por tudo isto que se exige, por parte do governo, uma reflexão mais séria e consistente sobre o que pretende da polícia e dos polícias. A exigência da missão faz com que os profissionais da PSP, bem como tudo aquilo que envolve a actividade policial, mereçam uma atenção redobrada por parte do Governo. O que, manifestamente, não tem acontecido.
Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia
Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã
sábado, 13 de março de 2010
O Lóbi
O serviço prestado pela PSP através dos seus profissionais, em regime de voluntariado e remunerado a empresas ou instituições, já é do domínio público. Sabemos que muitos polícias se vêem obrigados a prestar esses serviços em resultado da fraca remuneração auferida.
Já não se percebe é que estes profissionais estejam meses à espera do pagamento de serviços prestados a empresas privadas e a instituições da responsabilidade do MAI. Curiosamente, ou não, os serviços cujo pagamento cabe ao ministério estão em atraso desde Maio de 2009. No que respeita aos jogos de futebol dos principais campeonatos, cujo pagamento é da responsabilidade das sociedades anónimas desportivas, que como qualquer empresa visam o lucro, o valor do serviço prestado é bastante menor, cerca de 40 por cento, em relação ao que é praticado quando os requerentes são outras empresas privadas, o que é incompreensível.
Apesar de diversas vezes a ASPP/PSP ter levado esta questão ao MAI, a resposta é sempre vaga, desresponsabilizando--se pelos muitos atrasos e não assumindo uma postura firme perante as SAD. Deduzimos que, afinal, o lóbi do futebol está presente e é realmente forte, ao ponto de continuar a vingar sobre os sucessivos governos.
Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia
Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã
sábado, 6 de março de 2010
Ignorar a realidade
O OSCOT apresentou um inquérito, nesta semana, e, durante um debate num órgão de comunicação social, um deputado do PS afirma que o crime desceu em 2009 e que continuará a descer, fruto também das novas Leis Orgânicas e dos novos Estatutos das Forças de Segurança. Acredito que este argumento tenha sido um lapso, ou o partido do Governo anda mesmo distraído com as Forças de Segurança.
Leis Orgânicas que se limitaram unicamente a definir fronteiras territoriais entre PSP e GNR; um Estatuto da PSP que está a criar uma onda de desmotivação preocupante, consequência das injustiças que veio agravar; Oficiais que ponderam pedir a transferência para a GNR; Chefes decepcionados com a carreira; Agentes encurralados na base da pirâmide sem perspectivas de progressão. Como podem estes dois diplomas ajudar ao trabalho da PSP? O Governo não pode continuar a defender como óptimo um diploma que fere a dignidade de todas as categorias profissionais, à excepção dos Oficiais Superiores da PSP. Este é um cenário que em nada facilita o trabalho da polícia e é contra ele que a ASPP/PSP irá continuar a lutar, caso o Governo não aceite proceder a uma revisão urgente do Estatuto Profissional da PSP.
Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia
Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã
quinta-feira, 4 de março de 2010
ASPP/PSP solidária com Greve Geral da Função Pública
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia – ASPP/PSP –manifesta inteira solidariedade para com a luta dos trabalhadores da Função Pública que hoje cumprem um dia de Greve Geral.
A ASPP/PSP apoia as reivindicações dos Sindicatos da Função Pública, onde se incluem também os Profissionais da Polícia, na luta pelo aumento salarial, pela alteração das regras de aposentação, pela fórmula de cálculo das pensões, pela falta de negociação colectiva, em suma, pela dignificação da Função Pública, que devia ser uma das principais preocupações de qualquer Governo.
No entanto, o que temos assistido ao longo dos últimos anos é um ataque constante, tantas vezes faccioso, em relação aos Funcionários Públicos e aos seus direitos.
A ASPP/PSP considera ainda que estamos perante o reincidir governamental numa série de políticas erras de combate ao défice. Há demasiados anos que os Funcionários Públicos são o alvo escolhido para o combate ao défice, nos mesmos moldes que já provaram não funcionar.
A ASPP/PSP reitera assim o apoio aos trabalhadores da Função Pública, sublinhando que o Governo só não enfrenta neste dia de luta a adesão dos Profissionais da Polícia a esta greve, porque a Lei Sindical não lhes confere o direito.
A DIRECÇÃO NACIONAL DA ASPP/PSP
quarta-feira, 3 de março de 2010
ASPP E APG unidos em iniciativa conjunta
Paulo Rodrigues – presidente da Associação Sindical dos Profissionais da PSP – diz que a ideia é acabar com uma medida que não cumpriu os objectivos.
A ASPP da PSP e a APG da GNR defendem o regresso da assistência na doença para os familiares dos polícias, aceitando que – ao contrário do passado – cada uma dessas pessoas também pague 1,5% do seu ordenado, tal como acontece actualmente com os polícias.
A decisão de avançar com a recolha das 35 mil assinaturas, saiu de uma reunião, que esta manhã, juntou em Lisboa, as direcções das duas estruturas sindicais.
Associações da PSP e da GNT unem-se contra regras de assistência ...
A Bola -A Associação Sindical dos Profissionais da PSP ea Associação dos Profissionais da Guarda pretendem recolher 35 mil assinaturas. O objectivo é apresentar uma ...PSP/GNR: Sindicato e associação recolhem assinaturas para ...
Profissionais da PSP e GNR querem alterações aos sistemas de ...
terça-feira, 2 de março de 2010
Assistência na doença - PSP vs GNR
ASPP/PSP reúne com APG/GNR para discutir resposta à situação actual dos Sistemas de Saúde
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia – ASPP/PSP – e a Associação dos Profissionais da Guarda -APG/GNR - vão reunir amanhã, dia 3 de Março pelas 10 horas, na sede da APG/GNR , para discutir o actual modelo dos respectivos Serviços de Assistência na Doença.
"Em análise estão, concretamente, as alterações aos Serviços de Assistência na Doença da PSP e GNR, impostas pelo Governo em 2005, onde passou a vigorar a exclusão dos cônjuges que não possuam outro subsistema de saúde, por exemplo, a ADSE.
Outro dos assuntos a abordar é o resultado destas alterações, através da análise da relação entre o aumento da comparticipação (1,5%) e a qualidade do serviço prestado aos Profissionais em causa.
Para além de apurar com mais rigor os prejuízos que estas alterações causaram, esta reunião tem por objectivo apresentar propostas conjuntas, no sentido de obrigar a que este assunto possa voltar a ser discutido pelo poder político, respondendo assim às necessidades dos Profissionais da PSP e da GNR.
Pelas 11h00, a ASPP/PSP e a APG/GNR estarão disponíveis para prestar declarações à Imprensa.
A DIRECÇÃO NACIONAL DA ASPP/PSP
segunda-feira, 1 de março de 2010
ERRATA – O CRACHÁ N.º 35
Assim, os elementos que estão no índice 215 não verão o seu vencimento reduzido.
Na página 13, o valor da posição remuneratória 14 saiu do lugar, antecipou-se uma coluna o que fez alterar todas até ao fim (da 14 à 19). Ou seja, o valor da 14 pertence à 15, o da 15 à 16 e assim sucessivamente.
Para melhor visualizar pode fazer download (aqui), das paginas rectificadas.
Pelo facto as nossas desculpas.
Sindicato diz que obras nas esquadras são a conta-gotas
01 Março 2010
Apesar do investimento que tem sido feito nas esquadras da PSP do Porto, consideradas num estudo, em 2006, como das piores do País em termos de instalações, continuam a verificar-se lacunas. A esquadra das Antas sofreu há dias uma inundação devido à chuva forte, o que leva Paulo Rodrigues, presidente da ASPP/PSP (Associação Sindical dos Profissionais da Polícia), a contestar as obras de beneficiação que têm sido feitas a conta-gotas e consoante a venda de património do Ministério da Administração Interna (MAI).
"Reconhecemos que certas situações foram corrigidas. Casos graves como a esquadra do Lagarteiro foram resolvidos, mas ainda há muitas esquadras em más condições, e o que vemos é que as medidas foram anunciadas há já bastante tempo, mas as obras de beneficiação são lentas", afirmou Paulo Rodrigues ao DN. A 6.ª Esquadra da PSP, nas Antas, sofreu obras de beneficiação aquando o Europeu de Futebol em 2004, mas pouco depois começaram os problemas. "Foi tudo feito à pressa em função de um evento e não se resolveram os problemas de raiz das instalações", refere o responsável da ASPP/PSP. Faz hoje uma semana, a chuva entrou com toda a violência pela cave do edifício, onde ficam os vestiários, os balneários e os gabinetes da esquadra de investigação criminal. Tal como em Invernos passados, os efectivos tiveram de se socorrer de bancos para guardar os seus bens e documentação na zona mais alta de armários e cacifos.
Paulo Rodrigues diz que os problemas com inundações nesta esquadra, e onde se "gastaram milhares de euros", são recorrentes e já foram feitas várias exposições ao Comando Metropolitano da PSP sem qualquer resultado. "O problema é que o investimento nas esquadras tem sido feito a conta-gotas e dependente da venda de património do Estado", explica o presidente da associação. Como o mercado imobiliário atravessa uma crise grande, "não se vende e não há dinheiro para investir". As esquadras com piores instalações são as do Infante, na Ribeira, a da Foz e a da Bela Vista. Em Janeiro, 12 detidos queixaram-se das instalações por, na Bela Vista, terem passado o fim-de-semana até serem presentes ao juiz. "E nem estavam na ala com piores condições", diz Paulo Rodrigues.
In DN
ASPP/PSP CRIA CONTA SOLIDÁRIA PARA AJUDAR PROFISSIONAIS DA POLÍCIA DA MADEIRA
01 de Março de 2010
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia – ASPP/PSP –, confrontada com algumas situações de Profissionais da Polícia vítimas da catástrofe ocorrida na Madeira, que incluem um ferido, perda total ou parcial de habitações e outros prejuízos materiais, abriu uma conta bancária para que os Profissionais, a nível nacional, possam contribuir, de forma solidária, no sentido de atenuar as marcas que o mau tempo deixou na vida daqueles Profissionais.
O total das contribuições será repartido pelos Profissionais identificados e entregue na presença de uma entidade oficial, em data a designar, sendo nessa altura divulgado o montante angariado.
O papel desempenhado pela PSP no cenário de catástrofe que assolou a Madeira faz com que, muitas vezes, pela natureza da missão que desempenham, os Profissionais da Polícia deixem para segundo plano as suas próprias necessidades, com o intuito de responder primeiro aos problemas da restante população.
A ASPP/PSP renova o apelo à mobilização dos Profissionais da PSP para que prestem todo o auxílio aos colegas afectados pelo mau tempo, salientando o importante papel que estes têm desempenhado na retoma da vida normal da ilha da Madeira.
Assim, solicitamos a divulgação do número da Conta Solidária onde poderão depositar as contribuições.
NIB: 0033-0000-45392423611-05
A DIRECÇÃO NACIONAL DA ASPP/PSP