sábado, 15 de outubro de 2011

Sem rumo

   O primeiro-ministro anunciou uma nova série de cortes, que afectará todos os portugueses, como sendo o derradeiro passo para salvar o País do buraco financeiro.

   No entanto, ficamos com a ideia de que a única estratégia encontrada para reduzir o défice é reduzir os vencimentos e os direitos de forma desmesurada aos trabalhadores da Função Pública, onde se incluem os polícias.

   Na estratégia do Governo continuamos a não ter qualquer sinal que indique preocupação com a situação financeira da PSP. Se o Governo continuar a não investir, de forma séria, na PSP, promovendo o seu normal funcionamento, se continuar a não responder às necessidades dos polícias no que diz respeito ao cumprimento da lei, se não apostar na motivação destes profissionais, estará a caminhar para uma situação insustentável com prejuízos futuros incalculáveis.

   Nós, polícias, além de vermos os nossos subsídios cortados, como acontece com todos os cidadãos, ainda somos duplamente prejudicados, recebendo no vencimento cerca de 7% a menos do que está previsto na lei. Será que no programa do Governo para equilibrar as contas do País estará previsto o equilíbrio das contas da PSP?

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

clip_image003Crónica semanal no Jornal Correio da Manhã

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